Escutem o Rascunho Esportivo inserido no "Bom Dia Simões Filho" da última quinta-feira, 16 de abril de 2015.
sábado, 18 de abril de 2015
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
DECEPÇÕES E TRISTEZAS A PARTE, NÃO HOUVE SURPRESAS E VAMOS NOS ACOSTUMANDO COM ESSE FILME DE SEGUNDONA!!!
UM ABRAÇO A TODOS!!!
Faço hoje esse PANORAMA DA
SEMANA ESPECIAL, pois o dia natural e usual desta reflexão é o sábado, mas, o
fato indica que este tem que sair na SEGUNDA!!! SEGUNDA MESMO!!! Com ou sem
trocadilhos!!! Segunda é o dia da semana, ainda mais esta que é o dia de Nossa
Senhora da Conceição, Padroeira da Bahia e do CIA, e “segunda” pois este é o
nosso endereço em 2015: A SÉRIE B do Campeonato Brasileiro.
Nossos times confirmaram
toda a inoperância do ano futebolístico deles, principalmente o que ocorreu no campeonato
nacional. Nossos times não passariam impunes a tanta baboseira: vários
técnicos, com direito a técnico “ioiô” no Vitória; trezentos gestores de
fracassos e insucessos; bolas fora administrativos, principalmente no Bahia;
jogadores sem qualidade, e o pior, falta de profissionalismo e honradez de
alguns destes; entre tantas coisas que cada um acha que foi pior e mais importante
para contribuir com o fracasso.
Falarei muito ainda sobre
estes e outros motivos que delinearam o vexame baiano no Brasileirão. Mas, por
agora, só quero chamar atenção para um detalhe: o nosso patamar hoje, infelizmente, é este, a realidade de disputar SÉRIE B, passar temporadas na SÉRIE A e
vez ou outra brilhar um pouco (no nosso nível...).
Nos dois artigos que fiz aqui
com o título principal de “O SOBE E
DESCE DO BRASILEIRÃO”, um no dia 22/11 e o outro no 23/11, fiz uma
exposição de dados, argumentei e comprovei que existe um grupo de times que
fazem parte da gangorra do rebaixamento do Brasileirão desde que iniciou em
1988 o acesso e o decesso no campeonato. E nossos dois times principais – Bahia
e Vitória – fazem parte deste inglório grupo.
Dos times do original
Clube dos Treze, o Bahia é o que já ostentou mais rebaixamentos a série B: 3
vezes. Depois dele, vem assim a conta: Botafogo, Palmeiras, Vasco, Grêmio,
Fluminense, 2 vezes; Corinthians e Atlético Mineiro, 1 vez cada. Cruzeiro,
Santos, São Paulo, Internacional e Flamengo são os únicos “virgens de segundona”.
O Vitória assim como o
Bahia, já caiu 3 vezes. E olhe que comparados a times do ”nosso tamanho”, os de
cá até caem menos ou da mesma forma que alguns destes: Atlético Paranaense e
Goiás, 3 vezes; Coritiba e Náutico, 4 vezes; e o Sport, 5 vezes.
Não entrarei nem no mérito
de quem já caiu e não voltou mais, quem demorou muito tempo para voltar (que
foi o caso do Bahia) e de quem caiu e “recaiu”, afundando nos abismos de séries
ainda abaixo da Série B (casos do Bahia e do Vitória, Santa Cruz e outros).
O meu argumento é de que
fiquemos tristes, mas, como gosta de falar meu pai, o senhor Louro Assis, “nada
de por fogo as vestes”, nada de desespero. Parar para raciocinar friamente e
ver que a estrutura deplorável do futebol da Bahia, com um campeonato
medíocrizado, com times mambembes, estádios ridículos, com campos horríveis,
uma federação omissa a tudo isto; que o não enxergar dos nossos dirigentes para
a via do Campeonato do Nordeste como salvação ou atenuante pro abismo entre os
ricos ao sul e os empobrecidos ao norte do nosso futebol; que a falta de uma
gestão objetiva e positiva dos nossos clubes, os entendendo como forças
tradicionais do futebol brasileiro, mas que não podem viver de tempos míticos,
fantasiosos e enganosos do passado; que só criando (ou recriando) uma cultura
do Futebol da Bahia, investindo nos valores da terra e das regiões próximas a
nossa, tanto em jogadores, técnicos, gestores COMPETENTES E CAPACITADOS; entre
tantas coisas, só essa reflexão objetiva poderá encaminhar um outro futuro pro
nosso futebol.
E vejam bem: com tudo isso
as bolas têm que entrar na rede!!! Isso não é garantia de nada, mas, é
pressuposto de sucesso sem nenhuma dúvida!!!
Como torcedor baiano,
apaixonado por meu clube, um amor incondicional, que não tem divisão que limite
(até mesmo, aflora até mais, as vezes...), anseio por estes dias. Vejo como difíceis,
mas, como torcedor, faço o que meu nome impõe: eu torço!!!
UM ABRAÇO A TODOS!!!
sábado, 29 de novembro de 2014
Poesia sobre o futebol da Bahia!!!
Olá
a todos!!!
Como
não tenho muito a dizer hoje, vou tentar – mediocremente, é claro – expressar-me
através de versos soltos, o que grosseiramente chamarei de “Soneto Acerca do
Futebol da Bahia I”. Dizer o que objetivamente se a este instante, depois de “trocentas
rodadas” de vexames e fugazes sucessos e alegrias e com apenas a ínfima matemática
habilitando um meio vexame, ou meio “sucesso”
– como queiram – do nosso futebol.
Chegamos
num sábado que pode ser decretado na prática, 100%, o rebaixamento de um – o
Bahia – e ver encaminhado uns “noventa e tantos por cento”, podendo fechar 100
amanhã, o do outro: o Vitória.
Como
o mote hoje é poesia, digo: Fala Gregório!!! “TRISTE BAHIA!!!”.
Como
diriam os americanos, mas, em sotaque “cabra da peste”: LÉTIS GÔ!!!
Eu quero ver um dia
de volta
Não sei se
poderia...
Tanta vontade que
até me desgosta
Meu bom futebol da
Bahia!
Futebol que já foi
forte
No país da ordem e
do progresso
Não sei se foi por
sorte
Nosso antigo grande
sucesso
Nos anos de 1960
era a nossa história
Tivemos vários
campeões
Bahia, Fluminense, Leônico,
Galícia e Vitória
Porém, nos dias de
hoje todos sabem o que é que rola
Vira ano e sai ano
Bahia e Vitória na
DEGOLA!!!
Um
abraço a todos!!!
domingo, 23 de novembro de 2014
O SOBE E DESCE DO BRASILEIRÃO (CAPÍTULO 2): A ERA DOS PONTOS CORRIDOS E TUDO COMO D’ANTES.
OLÁ A TODOS!!!
Como falei no último sábado, 22/11,
existe uma marca, uma tendência determinante nos aspectos dos acessos e
decessos do Brasileirão: temos clubes que sempre estão no “fluxo” e “refluxo”
nacional da bola. E o nosso “NORDESTÃO veio de guerra” continua faz parte dessa
gangorra infeliz.
Na mesma linha, mas agora recortando a
apresentação a partir do primeiro campeonato de pontos corridos, que foi o
certame de 2003, apresentamos os resultados. Vejamos:
2003 (24): Rebaixados (Bahia/BA e Fortaleza/CE);
Subiram (Palmeiras/SP e Botafogo/RJ).
2004 (24): Rebaixados (Criciúma/SC, Vitória/BA, Grêmio/RS e Guarani/SP);
Subiram (Brasiliense/DF e Fortaleza/CE).
2005 (22): Rebaixados (Coritiba/PR, Atlético/MG, Brasiliense/DF e Paysandu/PA); Subiram (Grêmio/RS e Santa Cruz/PE).
2006 (20): Rebaixados (Ponte Preta/SP, Fortaleza/CE, São Caetano/SP e Santa Cruz/PE); Subiram (Atlético/MG, Sport/PE, Náutico/PE e América/RN).
2007 (20): Rebaixados (Corinthians/SP, América/RN, Juventude/RS
e Paraná/PR); Subiram (Coritiba/PR, Ipatinga/MG, Portuguesa/SP
e Vitória/BA).
2008 (20): Rebaixados
(Figueirense/SC, Vasco/RJ, Portuguesa/SP, e Ipatinga/MG); Subiram (Corinthians/SP, Santo André/SP, Avaí/SC e
Barueri/SP).
2009 (20): Rebaixados (Coritiba/PR, Santo André/SP, Sport/PE e Náutico/PE); Subiram (Vasco/RJ,
Guarani/SP, Ceará/CE e Atlético/GO).
2010 (20): Rebaixados (Vitória/BA, Guarani/SP,
Goiás/GO e Barueri/SP); Subiram (Coritiba/PR, Figueirense/SC, Bahia/BA
e América/MG).
2011 (20): Rebaixados (Atlético/PR, Ceará/CE, América/MG e Avaí/SC); Subiram (Portuguesa/SP, Náutico/PE, Ponte Preta/SP e Sport/PE).
2012 (20): Rebaixados (Sport/PE, Palmeiras/SP, Figueirense/SC e Atlético/GO); Subiram (Goiás/GO, Criciúma/SC, Atlético/PR e Vitória/BA).
2013 (20): Rebaixados (Portuguesa/SP, Vasco/RJ, Ponte Preta/SP e Náutico/PE); Subiram (Palmeiras/SP,
Chapecoense/SC, Sport/PE e Figueirense/SC).
E 2014, como será? Na toada que vai,
teremos exemplares no processo. Como sempre.
Olá a todos!!!
sábado, 22 de novembro de 2014
O SOBE E DESCE DO BRASILEIRÃO (CAPÍTULO 1): O MAIS DO MESMO, O TEMPO DAS VIRADAS DE MESA.
OLÁ A TODOS!!!
Acompanho futebol a muito
tempo. Perdi a conta de quando começou. O campeonato brasileiro eu sei: com
clareza de fatos e acontecimentos, desde o Brasileirão de 1980, principalmente
as finais clássicas entre Flamengo e Atlético Mineiro. Daí em diante acompanhei
todos.
Foi a partir do campeonato
de 1988 que se começou estabelecer o acesso e o decesso no campeonato nacional,
o famoso sobe e desce nacional. Vimos a partir daí que em razão da cartolagem e
da pilantragem esportiva nacional nem sempre tivemos sobe/desce: uns anos
subiam, outros não caiam, em outros nem um nem outro e outras armações.
Mas, com base na história
vejam como se deu através dos diversos campeonatos, a contar do primordial citado anteriormente –
1988 –, como se desenha esta história de acesso e decesso: sempre sobra para os
times médios do futebol nacional. Seria natural este movimento pelo poder econômico,
nível técnico e outras justificativas. Em parte é verdade. Mas, no quesito do
equilíbrio de forças a cartolagem mafiosa dos eixos mais fortes quase sempre intervém
de forma desonesta no processo.
Resultado prático: existe
praticamente um “clube do vai e vem” na disputa da elite nacional. E neste
clube estão os maiores clubes do norte e do nordeste e os medianos do “eixão”.
Vejamos, em seguida, os
dados históricos que pesquisei, ano a ano. Nos parênteses estão indicados o
número de times que participou do campeonato.
1988(24):
Rebaixados (Bangu/RJ, Santa Cruz/PE, Criciúma/SC
e América/RJ); Subiram (Inter de Limeira/SP e Náutico/PE).
1989(22):
Rebaixados (Atlético/PR, Sport/PE, Guarani/SP e
Coritiba/PR); Subiram (Bragantino/SP e São José/SP).
1990(20):
Rebaixados (São José/SP e Inter de Limeira/SP); Subiram (Sport/PE e Atlético/PR).
1991(20):
Rebaixados (Grêmio/RS e Vitória/BA); Subiram (Paysandu/PA
e Guarani/SP).
1992*(20): Rebaixados (Paysandu/PA e Náutico/PE); Subiram (Paraná/PR, Vitória/BA, Grêmio/RS, Criciúma/SC,
Santa Cruz/PE, América/MG, Fortaleza/CE, Ceará/CE, Remo/PA, Desportiva/ES, União
São João/SP e Coritiba/PR).
*Obs.:
Neste campeonato CBF cancelou o
rebaixamento e ampliou-se o acesso de 2 para 12 times para o campeonato de
1993.
1993**(32): Rebaixados (Goiás/GO, Santa Cruz/PE, América/MG, Fortaleza/CE,
Ceará/CE, Atlético/PR, Coritiba/PR e Desportiva/ES);
NÃO HOUVE ACESSO!
**Obs.:
Como não houve disputa para o acesso a 1994 a CBF determinou só o rebaixamento
de 8 times de um grupo secundário de 16 times.
1994(24):
Rebaixados (Remo/PA e Náutico/PE); Subiram
(Juventude/RS e Goiás/GO).
1995(24):
Rebaixados (Paysandu/PA e União São João/SP); Subiram (Atlético/PR e
Coritiba/PR).
1996***(24): Rebaixados
(Fluminense/RJ e Bragantino/SP) e Subiram (União São João/SP e América/RN).
***Obs.:
A CBF cancelou o rebaixamento para 1997.
1997(26):
Rebaixados (Fluminense/RJ, Bahia/BA, União São João/SP e Criciúma/SC); Subiram (América/MG
e Ponte Preta/SP).
1998(24):
Rebaixados (Goiás/GO, América/RN, América/MG e
Bragantino/SP); Subiram (Gama/DF e Botafogo/SP).
1999****(22):
Rebaixados (Gama/DF, Botafogo/SP, Juventude/RS e Paraná/PR); Subiram (Goiás/GO
e Santa Cruz/PE).
****Obs.:
Para o campeonato de 2000 a CBF reorganizou o campeonato, sem divisões,
chamando-a de Copa João Havelange, cancelando os rebaixamentos.
2000(116):
NÃO HOUVE ACESSO E DECESSO PARA 2001.
2001(28):
Rebaixados (Santa Cruz/PE, América/MG, Botafogo/SP
e Sport/PE) e Subiram (Paysandu/PA e
Figueirense/SC).
2002(26):
Rebaixados (Portuguesa/SP, Palmeiras/SP, Botafogo/RJ e Gama/DF); Subiram (Criciúma/SC
e Fortaleza/CE).
Em breve colocarei o “2º
capítulo”, fazendo um corte temporal a partir da instauração da fórmula dos
pontos corridos, de 2003 em diante.
Um
abraço a todos!!!
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Uma crônica de um torcedor do VITÓRIA sobre o VITÓRIA!!!
Olá a todos!!!
Esta crônica, bem feita e bem analisada, foi feita pelo amigo e torcedor do Vitória, Leandro Santiago. Leandro é filho de nosso amigo Alfredo Neto, rapaz inteligente e analítico nas coisas do futebol, esse fenômeno que muitas vezes enebria nossas análises e partidariza nosso senso crítico. Mas, este material do jovem Leandro é interessante pois vislumbra uma visão estruturante do processo e não meramente as periclitantes situações atuais dos nossos clubes, e no caso específico, do Vitória. Eis ai o "Panorama da Semana Rubro-Negro". Leiam:
"Nos últimos 15 anos, o Vitória sofreu reveses significativos
dentro e fora de campo. O time visitou o porão do futebol nacional, ao ser
rebaixado à série C em 2005. Naquele ano, o clube estava financeiramente quebrado. A gestão que esteve a
frente do rubro negro por mais de 20 anos, entregava um time sem perspectivas e
sem dinheiro. No entanto, mesmo remontando esse passado não tão longínquo, não me lembro de
ter presenciado um ano tão desprovido de conquistas, como esse fatídico ano de
2014.
O Leão gerido pelo quase sempre soberbo Carlos Falcão, pode se
vangloriar de seu momento administrativo, de sua busca pela saúde financeira ou
pelo aprimoramento do seu patrimônio, mas deixará na memória de sua torcida uma
sequência de insucessos dentro de campo. Após ter feito a melhor campanha de um
time nordestino num Brasileirão de pontos corridos, em 2013, a diretoria rubro
negra conseguiu enfraquecer o elenco (que já não era uma unanimidade técnica)
com algumas manobras exclusivamente financeiras, com a desculpa de não arriscar
o equilíbrio do clube. Assim, o Vitória perderia pro arqui rival, um de seus
principais jogadores na temporada. E com a mesma lógica, atletas que foram
fundamentais, se tornariam dispensáveis.. a saber: Renato Cajá, Vitor Ramos (e
Kadu, que só voltou depois do segundo semestre de 2014), Marquinhos, etc.
Não obstante, o departamento de futebol (que afirmava ter,
inclusive, um setor de inteligência) começou 2014 com um verdadeiro show de
horrores. Contratações sem critério, mudanças constantes na direção e
planejamento escasso, foram marcas do Vitória de Falcão. A lista é longa e
deprimente: Alemão, Dão, Jonathan Ferrari, Lucas Zen, Hugo, Souza, Léo Costa, Rodrigo
Defendi. Pra não mencionar a contratação de três diretores de futebol (Raimundo
Queiroz, Felipe Ximenez e Marcos Teixeira) em uma só temporada. Os frutos foram
colhidos e todos podres. O time perdeu o certame baiano pro seu rival, de uma
forma que não acontecia há mais de 10 anos, quando o time que chegava a final
com vantagem, sempre sagrava-se campeão. O tabu foi quebrado e o Vitória vendeu
barato demais o titulo estadual. Ficaria visível ali, a fragilidade do elenco
que estava sendo montado.
Mas a série de derrocadas só estava no começo. Pois foi na Copa do Nordeste - competição em que o Leão é o maior vencedor e por isso mesmo, a expectativa da torcida é sempre grande - que o time sofreu sua mais humilhante derrota na temporada. Foi goelado pelo Cerá em Fortaleza (5 a 1) e à aquela altura do ano, ainda não tinha vencido um único clube que disputava a série A. O filme se repetiu na Copa do Brasil, durante a eliminação pro inexpressivo J Malucelli em pleno Pituaçu e mais recentemente, perdendo a classificação contra o Nacional da Colômbia, pela Copa Sulamericana.
A fraca campanha no campeonato brasileiro, com apenas 9 triunfos em 34 jogos, só constata a triste realidade do clube num ano tão cheio de expectativas, como era 2014. Um discurso parece ganhar tons de unanimidade entre setores da imprensa, torcida e conselheiros do Rubro Negro, que se arvoram pra tentar explicar as causas dessa temporada terrível. É a total falta de aptidão e conhecimento futebolístico do atual presidente, Carlos Falcão.
Talvez, na esperança de evolução e de um progresso eminente, o ex Presidente Alexi Portela e sua cúpula mais próxima de conselheiros, enxergaram no atual mandatário, sinais de boa gestão e equilíbrio. Mas ao que parece, os cartolas rubro negros não sabiam (ou fizeram questão de esquecer) da total distonia do Sr. Falcão, quando o assunto está dentro do riscado. Além de desconhecedor, ele se cercou de pessoas tão ou mais despreparadas pra estarem a frente do clube.
Mesmo com manifestações de esperança por parte da torcida, uma possível queda pra segunda divisão será a cereja do bolo pra essa administração perdedora e perdida, que se ocupou do rubro negro e que, infelizmente, ainda terá dois mandatos pela frente.
Como exemplo cabal da negatividade de tal gestão, fica a postura da maior organizada do clube (Os Imbatíveis). Uma torcida que se caracterizou por lutar pelos direitos do Vitória e que hoje se cala diante de ingressos, viagens e vantagens políticas. O lema é "segura na mão de JAH e vai."
Saudações Rubro Negras.".
Sem mais.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
PANORAMA DE TODAS AS SEMANAS...
OLÁ A TODOS:
Nesse momento pesado em que a última coisa que se fala e se repete a
exaustão em relação a Bahia e Vitória é sobre futebol, torrando a paciência com
o clima apocalíptico sobre zonas, segundona, série B, e etc. e tal, encaminho um texto fabuloso do mais fabuloso
ainda Eduardo Galeano. Trata-se de um texto no qual ele faz uma verdadeira
descrição do TORCEDOR, com todas as letras maiúsculas. O tipo de torcedor
verdadeiro, não que os outros não sejam também, mas este tipo que sustenta e
eterniza o futebol. Modéstia a parte, esse que esta falando faz parte dessa
categoria.
“O TORCEDOR.
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os
foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece,
a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião
que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o
milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a
peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em
duelo contra os demônios da rodada.
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva,
engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta
a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita
gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos.
Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos
os juízes são vendidos, todos os rivais são trapaceiros.
É raro que o torcedor que diz: “Meu time
joga hoje“. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Esse jogador número doze sabe muito bem que é ele que sopra os ventos de
fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze
jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.
Quando termina a partida, o torcedor, que não
saiu da arquibancada, celebra sua vitória,
que goleada fizemos, que surra a gente deu neles, ou chora sua derrota, nos
roubaram outra vez, juiz ladrão. E então o sol vai embora, e o torcedor se
vai. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo
fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o
torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta,
se dispersa, se perde e o domingo é melancólico feito uma quarta–feira de
cinzas depois da morte do carnaval.".
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