sábado, 13 de julho de 2013

BAHIA E VITÓRIA: TORCER PELOS OUTROS PARA PARTICIPAREM DA SUL-AMERICANA 2013!!!

Olá a todos!!!

 
Depois que a CBF modificou os critérios de participação de duas competições importantes para os clubes brasileiros, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, várias opiniões contrárias e a favor – as primeiras em maior monta – e depoimentos de não entendimento proliferaram na mídia e na voz dos torcedores. Eu particularmente, sem procurar extensão na discussão, achei benéfica a mudança das regras e reconheço uma dificuldade inicial no entendimento da equação. Mas, como qualquer bom estudante, basta aplicar-se ao estudo, ter embasamento e capacidade de criticidade que vislumbraremos o resultado positivo da equação.
Resumidamente a CBF determinou, a partir da tábua de classificação final do Brasileirão 2012, uma ordem de pré-classificação a Sul-Americana condicionada ao patamar de participação dos clubes na Copa do Brasil 2013. Fato: clubes que avançassem a quarta fase da Copa do Brasil, a famosa Oitavas de Final (“os dezesseis”!!!), estariam fora da Sul-Americana deste ano, passando a vaga para o clube subsequente que atendesse o novo critério. Cito novamente os estudantes e vestibulandos que entenderão fácil esta regra se atentarem que esta é idêntica ao critério de classificação dos vestibulares e suas segundas listas: caso o candidato a minha frente não efetue a sua matrícula, o candidato imediatamente posterior a este herdará esta vaga, e assim por diante.
Uma explicação bem feita eu colhi no Blog do jornalista Cássio Zirpoli, do Diário de Pernambuco. O mesmo fez esta mesma e boa análise, porém na ótica dos times pernambucanos, Náutico e Sport. Aliás, o Náutico já está na competição continental, assim como o Coritiba. Vejam:

http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/?p=82214
A ordem da lista é essa aqui: 1) Botafogo, 2) Santos, 3) Cruzeiro, 4) Inter, 5) Flamengo, 6) Náutico, 7) Coritiba, 8) Ponte Preta, 9) Bahia, 10) Portuguesa, 11) Goiás, 12) Criciúma, 13) Atlético-PR, 14) Vitória, 15) Sport, 16) Atlético-GO e 17) Figueirense.
Portanto e seguindo as regras, para os “nossos velhos baianos” serve a simples questão: Bahia e Vitória têm que torcer para à classificação na Copa do Brasil de times que estão acima dele nesta lista citada. É uma espécie de “SECAÇÃO POSITIVA”, se é que existe isso!!!
O Bahia, 9º na lista, só basta torcer para mais um dos diversos clubes acima dele passar de fase, fato bem plausível visto que Cruzeiro, Flamengo e Internacional já estão com 99% da vaga na outra fase. Botafogo e Santos estão também bem perto disso.
O caso do Vitória, 14º na lista, é um pouco mais complexo. A SECAÇÃO POSITIVA tem que ser maior para o rubro-negro. O Vitória tem que torcer para 6 dos que estão acima dele na lista – retirando Náutico, Coritiba, Bahia e Portuguesa – passem de fase na Copa do Brasil. Ou seja, de 9 confrontos, só 3 times podem ser desclassificados para garantir a vaga do Leão na competição internacional.
Vamos esperar o fim desta 3ª fase da Copa do Brasil para ver como fica esta questão de vestibular. Pelo que se vislumbra no horizonte, adianto duas coisas para pensarmos: 1) deveremos ter uma representação brasileira na Sul-Americana deste ano com times do chamado “2º escalão” nacional; 2) qualificando-se os dois baianos, a chance de termos BAVI já na 1ª rodada da competição é grande, já que os brasileiros se enfrentam nesta fase.

 
VAMOS ESTUDAR MEU POVO!!!
Um abraço a todos!!!

sábado, 29 de junho de 2013

Nunca foi fácil ganhar Copa nenhuma. Para ninguém!!!

Olá a todos!!!

Estamos na véspera da grande decisão da Copa das Confederações esperando o jogo mais esperado dos últimos tempos: Brasil e Espanha. Nada melhor que numa final e no momento que o Brasil retoma a cara de um time. Será um espetáculo, com certeza, independente do resultado.

Mas, hoje quero levantar uma questão que ultimamente vem me forçando a utilizar a minha premissa de historiador e desta premissa acrescentar um viés de filosofo. É base do fazer do historiador calcar-se em fatos comprováveis e documentos. Os depoimentos e testemunhos são importantes na construção dessa Nova História, mas, devem ser considerados com cuidado pois a memória pode ser falsa e falha.

Indico isto pois intencionalmente irei recorrer apenas a fatos calcados em minha memória futebolística e no meu apaixonante hábito de acompanhar as Copas do Mundo, e como expectador faço isso desde 1982, para argumentar que nunca uma seleção ganhou uma Copa de maneira fácil, ”incontestável” e com “um pé nas costas”. E não será a nossa no próximo ano que fará isso. Apesar que acredito fortemente no sexto título. Vejamos:

1982, Itália campeã. A Seleção Italiana penou na primeira fase, classificando-se no número de gols marcados a mais que Camarões e embalando depois de vencer o Brasil num dos jogos mais marcantes da história.

1986, Argentina ganha sua segunda Copa. Apesar de ter sido uma Copa do carimbo de craque de um dos maiores de todos os tempos – Maradona – nossos “hermanitos” tiveram jogos sufocantes contra a Inglaterra e a final propriamente dita contra a Alemanha.

1990, Alemanha vence. Desenvolvendo o seu futebol pragmático, a Alemanha venceu, porém jogos sempre no limite e dificuldade verdadeiras nos mata-mata contra Holanda, Inglaterra e na final, contra os argentinos, vencendo estes com um 1 x 0 nos pênaltis.

1994, o famoso tetra do Brasil. Talvez o título mais sofrido da nossa Seleção, com jogos de matar contra Estados Unidos, Holanda, Suécia e a final contra Itália, terminada no bendito pênalti para o céu de Roberto Baggio.

1998, primeiro título da França. Como são chamados, “os azuis”, venceram em casa, fato, mas antes tiveram que eliminar um valente Paraguai no gol de ouro, tomar susto da Croácia e bater um Brasil na final, realmente, já batido antes do jogo.

2002, Brasil brilhante. Apesar da inconteste campanha de sete vitórias em sete jogos, os jogos contra Turquia, o jogo amarrado contra a Bélgica e o “DEUS nos acuda” contra a Inglaterra foram danados!!!

2006, Itália coloca a quarta estrela. A Azurra venceu, mas, foi com o estilo italiano do sofrimento, marcados nos jogos contra a Alemanha na semifinal, vencido na prorrogação, e a final contra a França de Zidane, vencida apenas no até então fantasma italiano dos penais, exorcizado nesta final.

2010, Espanha ganha sua primeira Copa. O hoje consolidado com méritos bom time espanhol ganhou essa Copa, mas sua campanha, não foi um deslumbre total assim, visto a derrota no primeiro jogo para a Suíça, a vitória amarrada e no sufoco contra o Paraguai e a final “50%” contra os holandeses, vencida no segundo tempo da prorrogação por 1 x 0.

Certamente com o Brasil em 2014 passaremos por alguns momentos similares aos relatados anteriormente. Usando esta Copa das Confederações, o jogo contra o Uruguai é um exemplo. Até mesmo a final de amanhã contra a Espanha não acredito ser tão emocionalmente forte como o último jogo de quarta.

Evidentemente que depois do resultado final de uma competição como a Copa das Confederações e uma Copa do Mundo o que fica para o vencedor é a glória do título, o marcar dos seus nomes para a história e a festa. Poucos vão lembrar dos sufocos, momentos difíceis e provações. É fato, ninguém quer lembrar da dor.

Ou tem alguém ai que guardou o dente daquela dor de dente insuportável clássica que já teve? A maioria acho que não faz isso. Apesar de conhecer alguns que gostam de sofrer...

sábado, 22 de junho de 2013

Copa das Confederações: Evento teste para a Copa de 2014. Tomara que os políticos tenham aprendido a lição...

Olá a todos!!!

Já estamos com uma semana da Copa das Confederações. Nunca tive dúvida do sucesso desta competição. Obviamente, dentro de campo e nas imagens dos espetáculos nas modernosas e caras arenas. O outro lado desta copa e da outra maior que vem no próximo ano é que é o mote da nossa história.

Capitaneada pela juventude e inicialmente em sua imensa maioria estudantes universitários e secundaristas à população foi pras ruas. Discursos objetivos e difusos, mas, levaram uma insatisfação com o desmando e o descaso da política nacional, em todas suas esferas. Primeiro a favor do passe livre e/ou redução das tarifas do transporte público, depois inserindo um sem números de queixas e anseios nos protestos.

Porém, o referencial do descontentamento, a representação da insatisfação é ao momento a bandalheira com o dinheiro público perpetrada nos preparativos(?) para as Copas das Confederações e do Mundo e Olimpíadas. No melhor das expressões populares, “dinheirama despejada a rodo”, e o pior, não vemos estradas de qualidade, trânsito decente, metrô e outros meios eficiente de transportes de massa, aeroportos dignos, além do trivial que já deveria ser da ordem do dia: educação, saúde e segurança pública decentes.

Voltando um pouco ao específico ao futebol e o bom de tudo isso é que a população, em sua esmagadora maioria, não mistura o seu descontentamento com o amor a nossa Seleção. Provas vivas já deram as torcidas de Brasília, que souberam dirigir suas vaias na abertura do evento, e os torcedores de Fortaleza, que encheram de lágrimas os olhos dos jogadores e de milhões de brasileiros quando quebraram o protocolo da FIFA e completaram o hino nacional antes do jogo contra o México.

Alguns pessimistas e oportunistas espalham a possibilidade de que a Copa de 2014 seja retirada do Brasil. Não acredito nisso 99%, deixando 1% para as probabilidades remotas. Até porque penso que com esta lição que esta classe política financiada pelo “capitalismo selvagem” nacional recebeu e já acostumados com as respostas que estes ai sempre deram em situações similares, a partir de agora eles vão pensar duas mil vezes antes de agir contra os interesses da população, pelo menos até as Olimpíadas de 2016 e ao menos até o fim de outubro do ano que vem. E que pensem assim em nível federal, estadual e até mesmo municipal.

A juventude acordou! O povo mostra-se atento as coisas novamente! Paradoxal que é vindo do meio do capital, perpetuando-se perversamente através da mais valia diária, que vem duas mensagens interessantes, por meio de peças publicitárias notórias. Uma mais antiga, e muito bem feita de uma marca de bebida mostra que o gigante brasileiro acordou, após ficar “deitado eternamente em berço esplendido”. Outra mais recente de uma montadora de automóveis, através de uma canção motivante, avisou e profetizou que “a rua é a arquibancada do Brasil”. Vários Maracanãs, Fonte Novas, Morumbis, Mineirões, entre outros lotados todos os dias nas vias do país.

Copa das Confederações 2013: perfeito evento teste!!! Políticos brasileiros: vocês aprenderam à lição deste teste? Cuidado e olho aberto porque depois não tem mais recuperação...

sábado, 15 de junho de 2013

O Brasileiro e a nossa Seleção!!!

Olá a todos!!!

Começa hoje a Copa das Confederações 2013, prévia da Copa do Mundo do ano que vem, e como já utilizado pela FIFA a algum tempo, teste deste mega evento que será realizado aqui em 2014.

Mas, iremos falar da bola, aliás, que é a essência do futebol. Preparação (ou falta dela...), bandalheira com o dinheiro público, má gestão, elitismo e o tal do legado que não será legado são outras histórias, importantes, mas outras histórias.

Vivemos um momento de desconfiança com nossa Seleção. Isso do torcedor brasileiro é natural. O torcedor do Brasil acostumou-se bem com o nosso time nacional. Cinco títulos mundiais e carimbo histórico de grande futebol. Essa relação sempre foi de tapas e beijos. E graças a DEUS muito mais beijos.

O atual momento é de transição e de uma ressaca pós-sucesso. Esta atual geração é a geração herdeira de duas gerações vencedoras e frequentadoras constante das primeiras posições mundiais. Vejam: 1994, campeões mundiais; 1998, vice-campeões; 2002, campeões de novo. 2006 e 2010 foram as lacunas. Esses que se preparam para 2014 estão pagando a conta e carregando este peso.

Esse filme já conhecemos, de forma até pior e mais dramática. O pós 1970 foi tenebroso e as gerações até 1990 sofreram: campeões morais em 1978; seleção brilhante, mas, que não venceu em 1982; a “Era Dunga” de 1990...

Muitas coisas se falam desta geração e desta nossa atual Seleção: “não temos mais craques”, “o futebol brasileiro está decadente”, “não somos mais favoritos como antes”; “Argentina, Espanha, Alemanha, Itália e até o Taiti estão mais fortes que nós”, entre tantas pérolas e assertivas positivas também.

Como já disse algumas vezes, dos meus 40 anos de vida acompanho atentamente futebol pelo menos a 32. Porém, uma das minhas primeiras lembranças de futebol foram lances remotos da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, especialmente o jogo Brasil e Argentina. E da minha memória e observações sei o que transforma este clima “borocoxô” com a Seleção: bom futebol e o resultado no final.

E na maioria das vezes o primeiro item é apenas um detalhe, desde que o segundo seja garantido. Não tenho dúvida alguma que caso o Brasil vença a Copa das Confederações deste ano o ufanismo nacional irá bradar pros quatro cantos do mundo: O CAMPEÃO VOLTOU!!! E daí em diante a musiquinha vai voltar: A COPA DO MUNDO É NOSSAAAAA!!! COM O BRASILEIRO NÃO HÁ QUEM POSSAAAAA!!!

Em tempo: sou brasileiro e acredito na nossa Seleção!!! Vamos ganhar as duas copas: das confederações e a do mundo!!! PRA FRENTE BRASIL!!!!

Um abraço a todos!!!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Bahia é um transatlântico sem rumo!!!

Olá a todos!!!
Quando vamos focalizar um objeto de análise devemos estabelecer critérios para a mesma. Quanto ao tempo, devemos ter em mente se vamos dar relevância a curta, média ou longa duração: o processo a curto/médio prazo estabelece uma análise conjuntural; quando o fenômeno se faz por muito tempo, devemos observar a estrutura. Logo, indico a linha desta avaliação breve: o problema do Bahia é estrutural e não conjuntural!!!
O Bahia é um clube que praticamente parou no tempo. Se considerarmos um ano no passar do tempo, paradoxalmente o “ano que não acabou” para o Esporte Clube Bahia foi o ano de 1989, o ano cronológico que esta grande expressão popular brasileira venceu seu segundo título nacional, o campeonato brasileiro de 1988.
Daí em diante o clube não se renovou, aliás, tendência histórica da instituição. Tivemos a dinastia de Osório, depois o potentado de Paulo Maracajá. Este último, presidente do título nacional de 1988, ainda foi pior que Osório que de certa forma pelas circunstâncias, e não por opção, criou uma figura à sua imagem e semelhança: o próprio Maracajá.
A saída de Maracajá criou um vácuo de competência e carisma na direção maior do clube. Nem mesmo um presidente no estilo centralizador e todo poderoso, que não se aplica mais ao futebol brasileiro, é verdade, o clube forjou. Alías, neste fim de década de 1980, início da década de 1990, o seu tradicional rival, o Vitória, remodelou-se a forma do Bahia e criou uma figura emblemática, semelhante ao estilo Maracajá: Paulo Carneiro, que melhorando seus métodos, reverteu a hegemonia do futebol baiano a favor do rubro-negro. Nestes pouco mais de vinte anos é incontestável a supremacia rubro negra no futebol local.
O pós-Maracajá foi conturbado no Bahia. Francisco Pernet, Antonio Pithon (boicotado, fritado e queimado pelas forças centrífugas da politicagem tricolor), Petrônio Barradas, Marcelo Guimarães e, agora, Marcelo Guimarães Filho passaram a dirigir o clube. Com todos esses a torcida do Bahia viu sua supremacia histórica no âmbito local passar para o rival, periodicamente ser humilhado em campo por este mesmo rival, acumular rebaixamentos de séries no campeonato nacional e contar inúmeros vexames e decepções, que na forma que estamos vendo, não existe perspectiva a um curto prazo para cessar.

Não querendo entrar nos méritos profundos da questão, não vai ser com o arremedo de reforma estatutária aprovada pelo “grupo” do atual presidente que o clube vai se organizar e ser recriado. Uma reforma de estatuto indecente que prega uma falsa e imoral democracia, calcada no argumento que os regimentos e normas foram respeitados, mas que engessou e aniquilou a possibilidade de renovação política no clube e a criação de um ambiente de debate e discussão positiva.
Srº Marcelo Guimarães Filho: seja sensato, humilde e tenha a grandeza que um verdadeiro líder deve ter e refaça a reforma estatutária do clube, na forma geral que anseia a sua imensa, apaixonada e magoada torcida. Faça o torcedor realmente decidir quem ele quer no comando do clube. Dê condições de renovação na composição política do conselho deliberativo e na vida política do clube. DÊ CONDIÇÕES PARA A REFUNDAÇÃO DO CLUBE!!!

Lembre Srº Marcelo, que o Bahia é grande porque sua torcida é grande e apaixonada. Este é um time como poucos, um clube de expressão popular. Assim como outras grandes expressões da cultura brasileira no esporte, o Bahia também não é um time que tem uma torcida, é uma torcida que tem um time!!! As vezes alguns desses torcedores só tem isso!!! Não retire isso dos dois: do time e do torcedor!!!
Não será elitizando o clube, afastando o torcedor popular do time, como o senhor e seus adeptos veem fazendo com os bloqueios econômicos que vocês estão perpetrando que vão dar a transformação que o clube precisa. NÃO TRANSFORME O BAHIA EM UM TIME DE BURGUESES E ELITIZADOS!!! O BAHIA É UMA EXPRESSÃO DA CULTURA POPULAR!!!
Ao contrário: leve o torcedor popular a viver o clube que veremos a médio prazo o nosso time soerguendo-se!!!
Vamos dar um rumo ao Bahia, esse verdadeiro transatlântico sem rumo.
Um abraço a todos!!!

sábado, 4 de maio de 2013

Vale a pena ver de novo! De novo!!!

Olá a todos!!!

Nossos carros-chefes medíocres e irregulares, sendo a mediocridade pelo Bahia e a irregularidade por parte do Vitória; vexames no Nordestão; times do interior fazendo careta – e carranca!!! – para estes portentosos da capital; resignação das nossas torcidas quanto aos nossos limites históricos mínimos na Copa do Brasil e apreensão das mesmas torcidas quanto ao tenebroso futuro que nos espera quando for o início do Brasileirão. A bem da verdade, a torcida das cores azul, vermelha e branca, hoje, em maior intensidade nesta apreensão. Mas, a bola gira rápida e dinâmica. Não é mesmo Barcelona?

Os mais atentos dos nossos “colaborouvintes” – junção de colaborador com ouvinte – já se ligaram na ironia colocada intencionalmente no título da crônica, do nosso já cristalizado Panorama da Semana: novela velha, batida, repetida mais uma vez!!! Esta é a velha sina dos nossos clubes.

Pelo lado positivo, apesar de quem ache não tão positivo assim, Bahia e Vitória estão a 90% de confirmar mais um BAVI decisivo no nosso campeonato local. Depois de todos os sustos e apuros, principalmente do Bahia, e dos acidentes de percurso do Vitória os dois chegam confortáveis aos jogos decisivos na cidade de Juazeiro.

O Bahia pode perder até por um gol e entra na final. Difícil para o “Juá” tirar esta vantagem de um time que se mostrou medíocre no campeonato, mas, que mais empatou do que ganhou e perdeu, e quando perdeu só perdeu para o maior rival. Muito complicado para o Juazeiro reverter.

O Vitória pode perder por 3 gols que carimba a sua ida a mais uma final de Baianão. O noviço Juazeirense, para mim, já tem seu título, podendo ainda conseguir um acesso a série D 2013. Se é complicado para o seu rival da cidade contra o Bahia, o seu objetivo se alcançado viraria epopeia!!! Sei que o futebol é imprevísivel, masm nesse caso, não acredito em façanha.

Depois do fim de mais um Baiano, que terá o desfecho mais comum de sempre, com Bahia ou Vitória campeão, a “velha novela” retomará seu fôlego. Times lutando na Copa do Brasil, sujeitos às eliminações precoces e tal. Já falei aqui antes que o caminho do Vitória é pior na competição, no papel é claro.

Nos capítulos mais decisivos, veremos as nossas angústias saírem pelos poros quando chegarem os jogos do Campeonato Brasileiro. Encarar Corinthians, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Santos, Grêmio, Fluminense, até mesmo Coritiba, Ponte Preta... vixe!!! Por isso solicito pouco ao meu bom DEUS, que tem coisa mais importante a se preocupar, como seca no sertão, a violência desenfreada, a falta de amor entre os homens, etc e tal, mas que ouve uma súplica que é minha com ecos de muitos: DEUS, dai-me a 16ª colocação do BRASILEIRÃO para este seu filho obediente!!!

Finalizando, eu sei que já pedi de mais meu SENHOR, mas suplico ainda: se meu time for 15º e o time de meus irmãos for 16º não tem problema!!! Fico feliz por mim, terei assim compaixão com os outros (como bom cristão!!!), mas, “comemorarei o título” peculiar ao futebol baiano: o direito a gozação sem razão!!!

Um abraço a todos, e esperaremos o tal do “a seguir, cenas do próximo capitulo”, que em grande parte, já sabemos como final de novela repetida.

sábado, 20 de abril de 2013

FUTEBOL DA BAHIA E A PRIMEIRA FASE DA COPA DO BRASIL: RESULTADO PREVISÍVEL.

Olá a todos!!!

 
Iniciou-se a Copa do Brasil 2013, com novo formato, mais clubes e regulamento diferente com 3 “pré-fases” classificatórias às oitavas de final. Os nossos times fizeram o que de cada um se esperava. O Conquista, calouro na competição e que de cara pegou uma força do futebol nordestino e brasileiro, o Sport do Recife fez o seu papel: vendeu caro a classificação, apesar das duas derrotas para o tradicional “Leão da Ilha do Retiro”. Aliás, não lembro de outro time baiano, fora a dupla BAVI que ultrapassou da primeira fase. Motivação para uma boa pesquisa.

Porém e evidentemente o mote da crônica de hoje é o desempenho e resultado dos dois grandes do futebol da Bahia na primeira fase da competição e suas perspectivas. Para mim, após sustos e apuros, cumpriram com suas obrigações. E qual é a obrigação no aspecto técnico e esportivo da tradição e histórico dos baianos na Copa do Brasil? Para mim, considerando a nova roupagem da competição, é atingir a fase de oitavas de finais, fase esta que entrarão os “cachorros grandes” que disputam a Libertadores – Corinthians, Atlético Mineiro, Grêmio, Fluminense e Palmeiras –, além do respeitado Vasco da Gama que herdou a vaga na fase de ouro da competição do São Paulo.

Portanto entendo que Bahia e Vitória, para “zerar” suas projeções devem ultrapassar ainda mais duas fases. O que vier depois é lucro! Ou alguém vai esperar de nossos gigantes clubes, com duas imensas torcidas, mas que possuem limitados dirigentes, um favoritismo certo numa competição difícil por tradição e neste ano mais ainda pela entrada dos clubes da Libertadores Quem for nessa precisa marcar urgente psiquiatra... e não estou dizendo que os nossos times não podem ganhar a Copa do Brasil. Porém, esta Copa não se encontra no grupo das nossas “taças possíveis” em probabilidade maior que 50%. Talvez 5 ou 10%.

Só para informar e refrescar a memória dos nossos amigos, vejam o caminho de Bahia e Vitória para chegar no nosso “limite”, as oitavas. Vamos lá:

O Bahia depois de eliminar em um jogo o fraco Maranhão, onde o pior adversário do Bahia foi o seu péssimo momento técnico, vai pegar agora o também não tão forte Luverdense do Mato Grosso. Passando pelo time do pantanal mato-grossense pega o vencedor do embate nordestino Confiança e Fortaleza. Vamos considerar que nesse bolo de quatro aí, o Bahia é o mais forte na tradição e posição no ranqueamento nacional. Mas, respeito ao futebol é necessário.

O Vitória depois de tomar um susto contra outro mato-grossense, no caso o Mixto de Cuiabá, mostrou-se time grande e fez o que se espera de equipes deste porte: goleada no tradicional, mas sumido, time cuiabano. Agora o rubro negro irá pegar o Salgueiro de Pernambuco, time que ultimamente está frequentando mais as “paradas de sucesso” que o Mixto. Este ano mesmo já jogou duas vezes com o próprio Leão. Depois daí, classificando, fato que acredito, o Vitória pega o vencedor de Criciúma contra Paraná ou São Bernardo, time do ABC paulista. Apesar de reconhecer dificuldades maiores para o Vitória comparativamente em relação ao Bahia, o Leão da Barra é mais camisa e tradição que todo mundo ai junto.

Mas, como diz os ditos populares, “desconfiado está vivo até hoje”, “macaco velho não põe mão em cumbuca” e “gato escaldado tem medo de água fria”, aguardarei os ditames da bola para constatar se estas nossas projeções se fazem ao menos após a terceira fase, que seria a confirmação de nossos dois baianos entres os dezesseis da Copa do Brasil. Quando chegar a glamourosa oitavas de final, com todas as luzes e flashs, espero errar minhas projeções e ver um time baiano pelo menos na final da Copa do Brasil.

Deixo perguntas no ar para ver se respondemos no segundo semestre: Qual deles seria? Qual deles cada um de vocês preferem? E porque não podem ser os dois? Será que estou sonhando de mais? Finalizo dizendo, parafraseando o poeta: assim como navegar é preciso, sonhar também o é!!! Sonho mesmo com este dia!!! Apesar de sonhar com olhos abertos e pés no chão!!!

Um abraço a todos!!!