segunda-feira, 4 de julho de 2016

O papel do futebol contra a homofobia

Os primeiros registros que se tem de práticas esportivas envolvendo a bola nos pés data dos séculos III e II a. C praticados pela dinastia Han, na China. Posteriormente, ainda na ásia, o primeiro conceito de troca de passes ocorria no japão com as cerimônias tradicionais chamadas ''Kemari''que consistia na bola passar pelos pés de todos os envolvidos. Alguns séculos mais tarde, os ingleses desenvolveram variações do rúgbi, com metas, sem uso das mãos, com faltas, regras. Nascia ali esse misto de obras de arte que nenhum Picasso pintou e filosofias que nenhum Kant escreveu. No Brasil, o futebol vai muito além do esporte. 

O futebol é parte importante da vida de boa parte da sua população, é algo cultural e viciante. É praticamente impossível ser indiferente ao futebol no Brasil. Quando o futebol chegou ao nosso país, no final do século XIX, muitas equipes surgiram. Porém, o futebol como conhecemos hoje, como um patrimônio do povo capaz de reunir as mais variadas classes, etnias, gêneros e opiniões no mesmo ideal só veio a dar seus primeiros passos nos anos 20 do século XX quando o Clube de Regatas Vasco da Gama saiu em defesa dos negros e trabalhadores que atuaram na construção de São Januário. Era a primeira vez que um clube de futebol se posicionava contra os preconceitos e se abria para o que era considerado 'errado', somente por ser diferente. Anos mais tarde, um adolescente franzino chocou o mundo desfilando sua superioridade técnica e talento extraterrestre perante os jogadores dos 4 cantos do mundo. Este homem era negro e fez as sociedades mais preconceituosas se curvarem a seu talento. Esse homem parou a guerra. 

Mas, o teor desse texto não é atacar esse preconceito que, pasmem, em pleno 2016 ainda está aí a ser combatido e sim atacar outro. Um que está em silêncio, que ninguém fala, que ninguém se posiciona. O futebol brasileiro é um retrato da cultura do país, da sociedade e expõe certas particularidades. Uma delas é que as torcidas dos clubes tem a décadas cânticos que ridicularizam o homossexual. Todo mundo que frequenta ou frequentou os estádios já ouviu e/ou reproduziu coisas como ''Fulano, Viado''. Ou associações de torcedores homossexuais como algo que ridiculariza ou deprecia clubes. Sem citar exemplos, pois o objetivo do texto não é atacar 'A' ou 'B', dentro dos estádios do Brasil, já houveram vezes em que torcedores homossexuais foram obrigados a tirar suas faixas, quase sempre com uso de violência, dos estádios sob o 'argumento' que ''aqui não é lugar para viado''. Ou quando, em conversas do cotidiano, em redes sociais, ridicularizamos os nossos rivais associando-os a homossexualidade como se fosse algo negativo. 

A identidade de uma pessoa só depende dela, não há parcialidades e qualquer escolha deve ser respeitada. Porém, se quando essas escolhas te privem do direito de praticar o futebol ou acompanhar seu clube do coração, tem que ser combatido. Preconceito nenhum cabe mais na sociedade. O ódio ao diferente tem que acabar e o futebol pode exercer uma função importantíssima nesse processo. Afinal, nosso esporte é fruto da nossa cultura, da sociedade, somos passionais com futebol, vemos homens que são duros e sistemáticos chorarem como criancinhas por causa do futebol, ninguém fica alheio. É hora dos clubes irem na vanguarda da luta contra a homofobia, pois, a partir do momento que o torcedor entende que seu clube valoriza o torcedor sem fazer distinção, abre a reflexão. 

Ações como a do clube espanhol Rayo Vallecano que abraçou a causa são louváveis e para serem copiadas sem moderação. E o mais importante, nós, cidadãos, torcedores, que somos capazes de respeitar a todos sem nenhum tipo de distinção, temos que nos posicionar. Não adianta fazer vistas grossas. Se posicione. A permissividade ao errado é uma das causas da nossa sociedade estar tão doente a ponto de um estudante ser espancado e morto por um grupo homofóbico dentro de um dormitório da UFRJ. A salvação é pela educação. Sempre. 

BBMP!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

PANORAMA DA SEMANA - SÁBADO, 13 DE JUNHO

OLÁ A TODOS:

Antecipo o Panorama da Semana a ir ao ar no Panorama dos Esportes de sábado, 13 de junho.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Panorama da Semana (23/05/2015)

Olá a todos!!!

Escutem o Panorama da Semana de sábado, 23 de maio de 2015.

Este é uma reflexão sobre o histórico e perspectivas dos times baianos na Copa do Brasil e Copa Sul-americana.

Um abraço a todos!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

PANORAMA DA SEMANA (09/05/2015) - INÍCIO DA SÉRIE B 2015

OLÁ A TODOS!!!

Áudio do Panorama da Semana de sábado, 09 de maio de 2015, sobre o início da série B e a participação de nossos times.


Um abraço a todos!!!

sábado, 2 de maio de 2015

NORDESTÃO OU BAIANÃO? OU OS DOIS? (PANORAMA DA SEMANA - 02 DE MAIO)

OLÁ A TODOS!!!

Escutem aí o Panorama da Semana de hoje, 02 de maio de 2015, e interajam na discussão sobre o que é melhor: o Nordestão ou Campeonato Baiano? Ou os dois? Escutem e emitam suas opiniões!!!

Parte 1


Parte 2

segunda-feira, 27 de abril de 2015

SUCESSO TOTAL DA 1ª MEGATRILHA DO SIMÕES FILHO BIKE CLUB

OLÁ A TODOS!!!

E foi um sucesso ontem, domingo, 26 de abril de 2015, a realização da 1ª MEGATRILHA promovida pelo SIMÕES FILHO BIKE CLUB, associação protagonista desse grande evento esportivo e social em nossa cidade.

Foram mais de 40 km descobrindo e redescobrindo as belezas naturais de nossa cidade, integrando mais de 500 ciclistas e número incalculável de entusiastas do esporte das "magrelas" e futuros participantes do saudável hábito do esporte.

A saída deu-se do Ginásio de Esportes, no CIA 2, as 07:30 da manhã e percorreu várias localidades do nosso município. A participação foi marcante, tanto de simõesfilhenses, como de visitantes de Salvador, Camaçari, Candeias, Santo Amaro, Teofilândia e várias outras localidades.

O nosso líder, o radialista Jairo Mascarenhas cobriu e prestigiou o evento e pegou um depoimento do presidente do Simões Filho Bike Club, o amigo Márcio Souza:


E que venham outras trilhas, pedais e magrelas!!!

PANORAMA DA SEMANA ESPECIAL - 25 DE ABRIL

OLÁ A TODOS!!!

Escutem o nosso Panorama da Semana especial de hoje, 25 de abril de 2015. Trata-se de uma análise da repercussão da entrevista do Presidente do Bahia, Marcelo Santana, na ESPN BRASIL, no programa Bola da Vez. 

PARTE 1


PARTE 2

domingo, 26 de abril de 2015

Final da Copa Cia 35

OLÁ A TODOS!!!

Grande festa do futebol amador hoje pela manhã no Campo do Juventus no CIA 1. Iniciando os jogos, uma preliminar festiva com o jogo dos "cinquentões" em ação. Acompanhem aí alguns áudios interessantes do dia de hoje:

Entrevista com Tota, Gilmar e Nem, jogadores do clássico dos "coroas", Juventus 2 x 2 União:


Depoimento do Secretário de Esportes Marcílio Galindo:


Depoimento de Romário, do União:


Depoimento do amigo Arthur:


Na final da Copa 35 tivemos o emocionante jogo entre Coligação x Os Camaradas e com muita emoção o time do Coligação venceu por 3 a 2, levantando a taça deste ano.

RASCUNHO ESPORTIVO - 27 DE ABRIL DE 2015

OLÁ A TODOS!!! 

Rascunho esportivo de segunda-feira, 27 de abril de 2015!!!

domingo, 19 de abril de 2015

RASCUNHO ESPORTIVO - 20 DE ABRIL DE 2015

OLÁ A TODOS!!!

Escutem o nosso Rascunho Esportivo do dia 20 de abril de 2015.


sábado, 18 de abril de 2015

PANORAMA DA SEMANA - 18 DE ABRIL DE 2015

OLÁ A TODOS!!!

Escutem aí o Panorama da Semana de hoje, 18 de abril de 2015. Reflita e debata com a gente sobre a questão do esporte escolar!!!


Rascunho Esportivo do dia 16 de abril

OLÁ A TODOS!!!

Escutem o Rascunho Esportivo inserido no "Bom Dia Simões Filho" da última quinta-feira, 16 de abril de 2015.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DECEPÇÕES E TRISTEZAS A PARTE, NÃO HOUVE SURPRESAS E VAMOS NOS ACOSTUMANDO COM ESSE FILME DE SEGUNDONA!!!

UM ABRAÇO A TODOS!!!

Faço hoje esse PANORAMA DA SEMANA ESPECIAL, pois o dia natural e usual desta reflexão é o sábado, mas, o fato indica que este tem que sair na SEGUNDA!!! SEGUNDA MESMO!!! Com ou sem trocadilhos!!! Segunda é o dia da semana, ainda mais esta que é o dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da Bahia e do CIA, e “segunda” pois este é o nosso endereço em 2015: A SÉRIE B do Campeonato Brasileiro.

Nossos times confirmaram toda a inoperância do ano futebolístico deles, principalmente o que ocorreu no campeonato nacional. Nossos times não passariam impunes a tanta baboseira: vários técnicos, com direito a técnico “ioiô” no Vitória; trezentos gestores de fracassos e insucessos; bolas fora administrativos, principalmente no Bahia; jogadores sem qualidade, e o pior, falta de profissionalismo e honradez de alguns destes; entre tantas coisas que cada um acha que foi pior e mais importante para contribuir com o fracasso.

Falarei muito ainda sobre estes e outros motivos que delinearam o vexame baiano no Brasileirão. Mas, por agora, só quero chamar atenção para um detalhe: o nosso patamar hoje, infelizmente, é este, a realidade de disputar SÉRIE B, passar temporadas na SÉRIE A e vez ou outra brilhar um pouco (no nosso nível...).

Nos dois artigos que fiz aqui com o título principal de “O SOBE E DESCE DO BRASILEIRÃO”, um no dia 22/11 e o outro no 23/11, fiz uma exposição de dados, argumentei e comprovei que existe um grupo de times que fazem parte da gangorra do rebaixamento do Brasileirão desde que iniciou em 1988 o acesso e o decesso no campeonato. E nossos dois times principais – Bahia e Vitória – fazem parte deste inglório grupo.

Dos times do original Clube dos Treze, o Bahia é o que já ostentou mais rebaixamentos a série B: 3 vezes. Depois dele, vem assim a conta: Botafogo, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Fluminense, 2 vezes; Corinthians e Atlético Mineiro, 1 vez cada. Cruzeiro, Santos, São Paulo, Internacional e Flamengo são os únicos “virgens de segundona”.

O Vitória assim como o Bahia, já caiu 3 vezes. E olhe que comparados a times do ”nosso tamanho”, os de cá até caem menos ou da mesma forma que alguns destes: Atlético Paranaense e Goiás, 3 vezes; Coritiba e Náutico, 4 vezes; e o Sport, 5 vezes.

Não entrarei nem no mérito de quem já caiu e não voltou mais, quem demorou muito tempo para voltar (que foi o caso do Bahia) e de quem caiu e “recaiu”, afundando nos abismos de séries ainda abaixo da Série B (casos do Bahia e do Vitória, Santa Cruz e outros).

O meu argumento é de que fiquemos tristes, mas, como gosta de falar meu pai, o senhor Louro Assis, “nada de por fogo as vestes”, nada de desespero. Parar para raciocinar friamente e ver que a estrutura deplorável do futebol da Bahia, com um campeonato medíocrizado, com times mambembes, estádios ridículos, com campos horríveis, uma federação omissa a tudo isto; que o não enxergar dos nossos dirigentes para a via do Campeonato do Nordeste como salvação ou atenuante pro abismo entre os ricos ao sul e os empobrecidos ao norte do nosso futebol; que a falta de uma gestão objetiva e positiva dos nossos clubes, os entendendo como forças tradicionais do futebol brasileiro, mas que não podem viver de tempos míticos, fantasiosos e enganosos do passado; que só criando (ou recriando) uma cultura do Futebol da Bahia, investindo nos valores da terra e das regiões próximas a nossa, tanto em jogadores, técnicos, gestores COMPETENTES E CAPACITADOS; entre tantas coisas, só essa reflexão objetiva poderá encaminhar um outro futuro pro nosso futebol.

E vejam bem: com tudo isso as bolas têm que entrar na rede!!! Isso não é garantia de nada, mas, é pressuposto de sucesso sem nenhuma dúvida!!!

Como torcedor baiano, apaixonado por meu clube, um amor incondicional, que não tem divisão que limite (até mesmo, aflora até mais, as vezes...), anseio por estes dias. Vejo como difíceis, mas, como torcedor, faço o que meu nome impõe: eu torço!!!

UM ABRAÇO A TODOS!!!

sábado, 29 de novembro de 2014

Poesia sobre o futebol da Bahia!!!

Olá a todos!!!

Como não tenho muito a dizer hoje, vou tentar – mediocremente, é claro – expressar-me através de versos soltos, o que grosseiramente chamarei de “Soneto Acerca do Futebol da Bahia I”. Dizer o que objetivamente se a este instante, depois de “trocentas rodadas” de vexames e fugazes sucessos e alegrias e com apenas a ínfima matemática  habilitando um meio vexame, ou meio “sucesso” – como queiram – do nosso futebol.  

Chegamos num sábado que pode ser decretado na prática, 100%, o rebaixamento de um – o Bahia – e ver encaminhado uns “noventa e tantos por cento”, podendo fechar 100 amanhã, o do outro: o Vitória.

Como o mote hoje é poesia, digo: Fala Gregório!!!  “TRISTE BAHIA!!!”.

Como diriam os americanos, mas, em sotaque “cabra da peste”: LÉTIS GÔ!!!

Eu quero ver um dia de volta
Não sei se poderia...
Tanta vontade que até me desgosta
Meu bom futebol da Bahia!

Futebol que já foi forte
No país da ordem e do progresso
Não sei se foi por sorte
Nosso antigo grande sucesso

Nos anos de 1960 era a nossa história
Tivemos vários campeões
Bahia, Fluminense, Leônico, Galícia e Vitória

Porém, nos dias de hoje todos sabem o que é que rola
Vira ano e sai ano
Bahia e Vitória na DEGOLA!!!


Um abraço a todos!!!

domingo, 23 de novembro de 2014

O SOBE E DESCE DO BRASILEIRÃO (CAPÍTULO 2): A ERA DOS PONTOS CORRIDOS E TUDO COMO D’ANTES.

OLÁ A TODOS!!!

Como falei no último sábado, 22/11, existe uma marca, uma tendência determinante nos aspectos dos acessos e decessos do Brasileirão: temos clubes que sempre estão no “fluxo” e “refluxo” nacional da bola. E o nosso “NORDESTÃO veio de guerra” continua faz parte dessa gangorra infeliz.

Na mesma linha, mas agora recortando a apresentação a partir do primeiro campeonato de pontos corridos, que foi o certame de 2003, apresentamos os resultados. Vejamos:

2003 (24): Rebaixados (Bahia/BA e Fortaleza/CE); Subiram (Palmeiras/SP e Botafogo/RJ).

2004 (24): Rebaixados (Criciúma/SC, Vitória/BA, Grêmio/RS e Guarani/SP); Subiram (Brasiliense/DF e Fortaleza/CE).

2005 (22): Rebaixados (Coritiba/PR, Atlético/MG, Brasiliense/DF e Paysandu/PA); Subiram (Grêmio/RS e Santa Cruz/PE).

2006 (20): Rebaixados (Ponte Preta/SP, Fortaleza/CE, São Caetano/SP e Santa Cruz/PE); Subiram (Atlético/MG, Sport/PE, Náutico/PE e América/RN).

2007 (20): Rebaixados (Corinthians/SP, América/RN, Juventude/RS e Paraná/PR); Subiram (Coritiba/PR, Ipatinga/MG, Portuguesa/SP e Vitória/BA).

2008 (20): Rebaixados (Figueirense/SC, Vasco/RJ, Portuguesa/SP, e Ipatinga/MG); Subiram (Corinthians/SP, Santo André/SP, Avaí/SC e Barueri/SP).

2009 (20): Rebaixados (Coritiba/PR, Santo André/SP, Sport/PE e Náutico/PE); Subiram (Vasco/RJ, Guarani/SP, Ceará/CE e Atlético/GO).

2010 (20): Rebaixados (Vitória/BA, Guarani/SP, Goiás/GO e Barueri/SP); Subiram (Coritiba/PR, Figueirense/SC, Bahia/BA e América/MG).

2011 (20): Rebaixados (Atlético/PR, Ceará/CE, América/MG e Avaí/SC); Subiram (Portuguesa/SP, Náutico/PE, Ponte Preta/SP e Sport/PE).

2012 (20): Rebaixados (Sport/PE, Palmeiras/SP, Figueirense/SC e Atlético/GO); Subiram (Goiás/GO, Criciúma/SC, Atlético/PR e Vitória/BA).

2013 (20): Rebaixados (Portuguesa/SP, Vasco/RJ, Ponte Preta/SP e Náutico/PE); Subiram (Palmeiras/SP, Chapecoense/SC, Sport/PE e Figueirense/SC).

E 2014, como será? Na toada que vai, teremos exemplares no processo. Como sempre.

Olá a todos!!!

sábado, 22 de novembro de 2014

O SOBE E DESCE DO BRASILEIRÃO (CAPÍTULO 1): O MAIS DO MESMO, O TEMPO DAS VIRADAS DE MESA.

OLÁ A TODOS!!!

Acompanho futebol a muito tempo. Perdi a conta de quando começou. O campeonato brasileiro eu sei: com clareza de fatos e acontecimentos, desde o Brasileirão de 1980, principalmente as finais clássicas entre Flamengo e Atlético Mineiro. Daí em diante acompanhei todos.

Foi a partir do campeonato de 1988 que se começou estabelecer o acesso e o decesso no campeonato nacional, o famoso sobe e desce nacional. Vimos a partir daí que em razão da cartolagem e da pilantragem esportiva nacional nem sempre tivemos sobe/desce: uns anos subiam, outros não caiam, em outros nem um nem outro e outras armações.

Mas, com base na história vejam como se deu através dos diversos campeonatos,  a contar do primordial citado anteriormente – 1988 –, como se desenha esta história de acesso e decesso: sempre sobra para os times médios do futebol nacional. Seria natural este movimento pelo poder econômico, nível técnico e outras justificativas. Em parte é verdade. Mas, no quesito do equilíbrio de forças a cartolagem mafiosa dos eixos mais fortes quase sempre intervém de forma desonesta no processo.
Resultado prático: existe praticamente um “clube do vai e vem” na disputa da elite nacional. E neste clube estão os maiores clubes do norte e do nordeste e os medianos do “eixão”.

Vejamos, em seguida, os dados históricos que pesquisei, ano a ano. Nos parênteses estão indicados o número de times que participou do campeonato.

1988(24): Rebaixados (Bangu/RJ, Santa Cruz/PE, Criciúma/SC e América/RJ); Subiram (Inter de Limeira/SP e Náutico/PE).

1989(22): Rebaixados (Atlético/PR, Sport/PE, Guarani/SP e Coritiba/PR); Subiram (Bragantino/SP e São José/SP).

1990(20): Rebaixados (São José/SP e Inter de Limeira/SP); Subiram (Sport/PE e Atlético/PR).

1991(20): Rebaixados (Grêmio/RS e Vitória/BA); Subiram (Paysandu/PA e Guarani/SP).

1992*(20): Rebaixados (Paysandu/PA e Náutico/PE); Subiram (Paraná/PR, Vitória/BA, Grêmio/RS, Criciúma/SC, Santa Cruz/PE, América/MG, Fortaleza/CE, Ceará/CE, Remo/PA, Desportiva/ES, União São João/SP e Coritiba/PR).
*Obs.: Neste campeonato  CBF cancelou o rebaixamento e ampliou-se o acesso de 2 para 12 times para o campeonato de 1993.

1993**(32): Rebaixados (Goiás/GO, Santa Cruz/PE, América/MG, Fortaleza/CE, Ceará/CE, Atlético/PR, Coritiba/PR e Desportiva/ES); NÃO HOUVE ACESSO!
**Obs.: Como não houve disputa para o acesso a 1994 a CBF determinou só o rebaixamento de 8 times de um grupo secundário de 16 times.

1994(24): Rebaixados (Remo/PA e Náutico/PE); Subiram (Juventude/RS e Goiás/GO).

1995(24): Rebaixados (Paysandu/PA e União São João/SP); Subiram (Atlético/PR e Coritiba/PR).

1996***(24): Rebaixados (Fluminense/RJ e Bragantino/SP) e Subiram (União São João/SP e América/RN).
***Obs.: A CBF cancelou o rebaixamento para 1997.

1997(26): Rebaixados (Fluminense/RJ, Bahia/BA,  União São João/SP e Criciúma/SC); Subiram (América/MG e Ponte Preta/SP).

1998(24): Rebaixados (Goiás/GO, América/RN, América/MG e Bragantino/SP); Subiram (Gama/DF e Botafogo/SP).

1999****(22): Rebaixados (Gama/DF, Botafogo/SP, Juventude/RS e Paraná/PR); Subiram (Goiás/GO e Santa Cruz/PE).
****Obs.: Para o campeonato de 2000 a CBF reorganizou o campeonato, sem divisões, chamando-a de Copa João Havelange, cancelando os rebaixamentos.

2000(116): NÃO HOUVE ACESSO E DECESSO PARA 2001.

2001(28): Rebaixados (Santa Cruz/PE, América/MG, Botafogo/SP e Sport/PE) e Subiram (Paysandu/PA e Figueirense/SC).

2002(26): Rebaixados (Portuguesa/SP, Palmeiras/SP, Botafogo/RJ e Gama/DF); Subiram (Criciúma/SC e Fortaleza/CE).

Em breve colocarei o “2º capítulo”, fazendo um corte temporal a partir da instauração da fórmula dos pontos corridos, de 2003 em diante.

Um abraço a todos!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Uma crônica de um torcedor do VITÓRIA sobre o VITÓRIA!!!

Olá a todos!!!

Esta crônica, bem feita e bem analisada, foi feita pelo amigo e torcedor do Vitória, Leandro Santiago. Leandro é filho de nosso amigo Alfredo Neto, rapaz inteligente e analítico nas coisas do futebol, esse fenômeno que muitas vezes enebria nossas análises e partidariza nosso senso crítico. Mas, este material do jovem Leandro é interessante pois vislumbra uma visão estruturante do processo e não meramente as periclitantes situações atuais dos nossos clubes, e no caso específico, do Vitória. Eis ai o "Panorama da Semana Rubro-Negro". Leiam:

"Nos últimos 15 anos, o Vitória sofreu reveses significativos dentro e fora de campo. O time visitou o porão do futebol nacional, ao ser rebaixado à série C em 2005. Naquele ano, o clube estava financeiramente quebrado. A gestão que esteve a frente do rubro negro por mais de 20 anos, entregava um time sem perspectivas e sem dinheiro. No entanto, mesmo remontando esse passado não tão longínquo, não me lembro de ter presenciado um ano tão desprovido de conquistas, como esse fatídico ano de 2014.

O Leão gerido pelo quase sempre soberbo Carlos Falcão, pode se vangloriar de seu momento administrativo, de sua busca pela saúde financeira ou pelo aprimoramento do seu patrimônio, mas deixará na memória de sua torcida uma sequência de insucessos dentro de campo. Após ter feito a melhor campanha de um time nordestino num Brasileirão de pontos corridos, em 2013, a diretoria rubro negra conseguiu enfraquecer o elenco (que já não era uma unanimidade técnica) com algumas manobras exclusivamente financeiras, com a desculpa de não arriscar o equilíbrio do clube. Assim, o Vitória perderia pro arqui rival, um de seus principais jogadores na temporada. E com a mesma lógica, atletas que foram fundamentais, se tornariam dispensáveis.. a saber: Renato Cajá, Vitor Ramos (e Kadu, que só voltou depois do segundo semestre de 2014), Marquinhos, etc.

Não obstante, o departamento de futebol (que afirmava ter, inclusive, um setor de inteligência) começou 2014 com um verdadeiro show de horrores. Contratações sem critério, mudanças constantes na direção e planejamento escasso, foram marcas do Vitória de Falcão. A lista é longa e deprimente: Alemão, Dão, Jonathan Ferrari, Lucas Zen, Hugo, Souza, Léo Costa, Rodrigo Defendi. Pra não mencionar a contratação de três diretores de futebol (Raimundo Queiroz, Felipe Ximenez e Marcos Teixeira) em uma só temporada. Os frutos foram colhidos e todos podres. O time perdeu o certame baiano pro seu rival, de uma forma que não acontecia há mais de 10 anos, quando o time que chegava a final com vantagem, sempre sagrava-se campeão. O tabu foi quebrado e o Vitória vendeu barato demais o titulo estadual. Ficaria visível ali, a fragilidade do elenco que estava sendo montado.

Mas a série de derrocadas só estava no começo. Pois foi na Copa do Nordeste - competição em que o Leão é o maior vencedor e por isso mesmo, a expectativa da torcida é sempre grande - que o time sofreu sua mais humilhante derrota na temporada. Foi goelado pelo Cerá em Fortaleza (5 a 1) e à aquela altura do ano, ainda não tinha vencido um único clube que disputava a série A. O filme se repetiu na Copa do Brasil, durante a eliminação pro inexpressivo J Malucelli em pleno Pituaçu e mais recentemente, perdendo a classificação contra o Nacional da Colômbia, pela Copa Sulamericana.

A fraca campanha no campeonato brasileiro, com apenas 9 triunfos em 34 jogos, só constata a triste realidade do clube num ano tão cheio de expectativas, como era 2014. Um discurso parece ganhar tons de unanimidade entre setores da imprensa, torcida e conselheiros do Rubro Negro, que se arvoram pra tentar explicar as causas dessa temporada terrível. É a total falta de aptidão e conhecimento futebolístico do atual presidente, Carlos Falcão.

Talvez, na esperança de evolução e de um progresso eminente, o ex Presidente Alexi Portela e sua cúpula mais próxima de conselheiros, enxergaram no atual mandatário, sinais de boa gestão e equilíbrio. Mas ao que parece, os cartolas rubro negros não sabiam (ou fizeram questão de esquecer) da total distonia do Sr. Falcão, quando o assunto está dentro do riscado. Além de desconhecedor, ele se cercou de pessoas tão ou mais despreparadas pra estarem a frente do clube.

Mesmo com manifestações de esperança por parte da torcida, uma possível queda pra segunda divisão será a cereja do bolo pra essa administração perdedora e perdida, que se ocupou do rubro negro e que, infelizmente, ainda terá dois mandatos pela frente.

Como exemplo cabal da negatividade de tal gestão, fica a postura da maior organizada do clube (Os Imbatíveis). Uma torcida que se caracterizou por lutar pelos direitos do Vitória e que hoje se cala diante de ingressos, viagens e vantagens políticas. O lema é "segura na mão de JAH e vai."

Saudações Rubro Negras.".

Sem mais.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PANORAMA DE TODAS AS SEMANAS...

OLÁ A TODOS:

Nesse momento pesado em que a última coisa que se fala e se repete a exaustão em relação a Bahia e Vitória é sobre futebol, torrando a paciência com o clima apocalíptico sobre zonas, segundona, série B, e etc. e tal, encaminho um texto fabuloso do mais fabuloso ainda Eduardo Galeano. Trata-se de um texto no qual ele faz uma verdadeira descrição do TORCEDOR, com todas as letras maiúsculas. O tipo de torcedor verdadeiro, não que os outros não sejam também, mas este tipo que sustenta e eterniza o futebol. Modéstia a parte, esse que esta falando faz parte dessa categoria.


“O TORCEDOR.

Uma  vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.

Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.

Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos.  Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes são vendidos, todos os rivais são trapaceiros.

É raro que o torcedor que diz:  “Meu time joga hoje“. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Esse jogador número doze sabe muito bem que é ele que sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.

Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que goleada fizemos, que surra a gente deu neles, ou chora sua derrota, nos roubaram outra vez, juiz ladrão. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Nos degraus  de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde e o domingo é melancólico feito uma quarta–feira de cinzas depois da morte do carnaval.".

sábado, 27 de setembro de 2014

A MATEMÁTICA DA VEZ DE NOSSOS TIMES

OLÁ A TODOS!!!

Praticamente já se foram 2/3 do Brasileirão e o que os números indicam é o que basicamente acontece a todo ano, a todo campeonato brasileiro desde quando foi instituído acesso e decesso: os times da Bahia envolvidos na luta contra o famigerado rebaixamento.

Razões mil para isso já escrevi e debati aqui. Não irei retorná-las agora. De forma objetiva e matemática buscarei demonstrar indicadores matemáticos que evidenciam a situação de nossos times e o tamanho do problema de cada um deles.

Segundo o histórico do campeonato brasileiro de pontos corridos e sendo a maioria dos certames assim disputados terem sido por 20 clubes, o número histórico para se safar do abismo da segundona é o de 46 pontos. Os matemáticos experientes no assunto marcam e cravam que com 47 pontos não tem conta que ainda assuste os abafados quanto ao objetivo da mera permanência na chamada elite. Infelizmente, esse é o lugar comum dos nossos clubes.

Mas, seguindo aqui na proposta da discussão, e estabelecendo a meta dos 47 pontos como a garantia não do paraíso e sim do novo purgatório em 2015 (será?), exporei alguma análises a questão.

1. Sendo o patamar os 47 pontos, restam ao Bahia fazer mais 21 pontos, já que ostenta 26. Na mesma linha, ao Vitória faltam 23, por já possuir 24 pontos.

2. Temos ainda 14 rodadas, ou seja, 42 pontos em jogo para todos.

3. Observando os números anteriores, o rendimento mínimo do Bahia deverá ser de 50% (21 pontos) e o do Vitória obrigatoriamente deverá ser melhor: praticamente 55%.

4. Quanto ao fato anterior, isso denota um problema aos nossos times. Caso mantenham seu rendimento estatístico até então, infelizmente veremos os dois na Série B 2015: o Bahia fez 35% dos pontos e o Vitória 33%. Ou seja: ou melhoram substancialmente ou já era!!!

5. Eu particularmente vejo que times que apresentam campanhas irregulares – um pouco melhor, igual ou pior aos nossos – são os nossos opositores. Para mim times que possuem saldo negativo demonstram campanhas pouco confiáveis e fazem parte deste “clube”. Talvez, um caso a parte é o do Sport do Recife, por agora já possuir 35 pontos. Assim sendo, aos números de hoje, de Flamengo pra baixo tá todo mundo na disputa fatídica.

6. Um dos problemas de nossos times são campanhas abaixo do esperado dentro de casa. Tanto um como o outro só possuem 4 vitórias em casa, por exemplo, em 24 rodadas. É pouco. Ilustre-se que uma das quatro do Vitória foi o triunfo em um dos clássicos locais.

7. Das últimas 14 rodadas do certame, tanto Bahia como o Vitória terão 7 jogos em casa e outros 7 fora. Sem qualificar ou ponderar os jogos agora, isso faremos no período, é uma grande oportunidade de adiantar o serviço garantir o máximo de pontos possíveis em casa, e daí, tentar a sorte fora dos nossos redutos.

Outras análises matemáticas poderiam ser feitas aqui. As deixarei para outra ocasião. Até porque um bom curso de matemática possui vários semestres, unidades ou períodos. Outras aulas virão depois, de acordo as circunstâncias novas. Espero que daqui a algumas semanas o panorama seja melhor. E os números também.

Um abraço a todos!!!